Quem somos...

Sakura Centro de Terapias Para poder realizar a sua Vida, na plenitude das suas capacidades, o Ser Humano tem o direito e o dever de se cuidar e de se preservar. Para tal, os cuidados preventivos, de tratamento e manutenção, com a Saúde, revestem-se de especial atenção. Sakura surge com o intuito de lhe oferecer um vasto leque de opções terapeuticas- bem estar, prevenção e tratamento

29 de setembro de 2011

Golfinho, Carpa ou Tubarão?

Existem três tipos de animais no mar, com diferentes modos de proceder: as carpas, os tubarões e os golfinhos.



.A carpa é dócil, passiva e quando agredida não se afasta nem responde. Ela não luta mesmo quando provocada. Considera-se uma vítima, conformada com o seu destino. Se alguém tem que se sacrificar, a carpa sacrifica-se. Ela sacrifica-se porque acredita que há escassez. Neste caso, para parar de sofrer ela sacrifica-se.

Carpas são aquelas pessoas que na vida sempre cedem, são os que recuam; em crises, sacrificam-se por não poderem ver outros a sacrificarem-se. Jogam o perde-ganha, perdem para que o outro possa ganhar.

Declaração que a carpa faz para si mesma: "Sou uma carpa e acredito na escassez. Em virtude desta crença, não espero jamais fazer ou ter o suficiente. Assim, se não posso escapar da aprendizagem e da responsabilidade permanecendo longe deles, eu sacrifico-me."

Neste mar existe outro tipo de animal: o tubarão. O tubarão é agressivo por natureza, agride mesmo quando não provocado. Ele também crê que vai faltar. Ele acredita que, já que vai faltar, que falte para outro, não para ele! O tubarão passa o tempo todo a procurar vítimas para devorar porque ele acredita que podem faltar vítimas. Que vítimas são as preferidas dos tubarões? Acertou: as carpas!…

Tanto o tubarão como a carpa acabam viciados nos seus sistemas. Costumam agir de forma automática e irresistível. Os tubarões jogam o ganha-perde, eles tem que ganhar sempre, não se importando que o outro perca.
Declaração que o tubarão faz para si mesmo: "Sou um tubarão e acredito na escassez. Em razão desta crença, procuro obter o máximo que posso, sem nenhuma consideração pelos outros".
Neste mar que é a vida, há um terceiro tipo de animal: o golfinho. Os golfinhos são dóceis por natureza. Mas quando atacados respondem e se um grupo de golfinhos encontra uma carpa a ser atacada eles defendem a carpa e atacam os agressores.

O comportamento dos golfinhos em volta dos tubarões é lendário e, provavelmente, eles fizeram por merecer essa fama. Usando a astúcia, eles podem ser mortais para os tubarões. Matá-los com mordidas? Oh, não! Os golfinhos nadam à roda e martelam, nadam e martelam. Usando os seus focinhos bulbosos como clavas, eles esmagam metodicamente a "caixa torácica" do tubarão até que a mortal criatura deslize impotente para o fundo.
Mais do que pela perícia no combate ao tubarão, escolhi o golfinho para simbolizar as nossas ideias sobre como tomar decisões e como lidar com épocas de rápidas mudanças devido às habilidades naturais deste mamífero para pensar construtiva e criativamente. Quando não conseguem o que querem, eles alteram o comportamento com precisão e rapidez, algumas vezes de forma engenhosa, para buscar aquilo que desejam. Golfinhos procuram sempre o equilíbrio, jogam o ganha-ganha, procuram sempre encontrar soluções que atendam as necessidades de todos.

.Declaração que o golfinho faz para si mesmo: "Sou um golfinho e acredito na escassez e na abundância potenciais. Mas podemos aprender a tirar o melhor proveito da força e utilizar os recursos de um modo elegante. Os elementos fundamentais do modo como crio o meu mundo são a flexibilidade e a capacidade de fazer mais com menos recursos."

Se os golfinhos podem fazer isso, por que não nós? Acredito que podemos!
Numa época apelidada de crise, peço-lhe que medite na epígrafe da semana: Existe um caminho que vai dos olhos ao coração sem passar pelo intelecto. (Gilbert Keith Chesterton – escritor inglês)

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Texto da coluna períodica "Metáforas em vida" de:
Maria Luísa Albuquerque

26 de setembro de 2011

O Poder do Silêncio




Aprende com o silêncio a ouvir os sons interiores da tua alma, a calares nas discussões e assim evitar tragédias e desafectos... 

Aprende com o silêncio a aceitar alguns factos que provocaste, a ser humilde deixando o orgulho gritar lá fora, evitar reclamações vazias e sem sentido... 

Aprende com o silêncio a reparar nas coisas mais simples, valorizar o que é belo, ouvir o que faz algum sentido... Aprende com o silêncio que a solidão não é o pior castigo, existem companhias bem piores... 

Aprende com o silêncio que a vida é boa, que nós só precisamos olhar para o lado certo, ouvir a música certa, ler o livro certo. 

Aprende com o silêncio que tudo tem um ciclo, como as marés que insistem em ir e voltar, os pássaros que migram e voltam ao mesmo lugar, como a Terra que faz a volta completa sobre o seu próprio eixo, complete a sua tarefa.

Aprende com o silêncio a respeitar a tua vida, valorizar o teu dia, olhar em ti as qualidades que possuis, equilibrar os defeitos que tens e saber o que precisas corrigir e ver naqueles que ainda não descobriste 

. Aprende com o silêncio a relaxar, mesmo no pior trânsito, na maior das cobranças, na discussão mais acalorada, na discussão entre familiares... 

Aprende com o silêncio a respeitar o teu "eu", a valorizar o ser humano que és, a respeitar o Templo que é o teu corpo, e o Santuário que é a tua vida. 

Aprende hoje com o silêncio, que gritar não traz respeito, que ouvir ainda é melhor que muito falar... 



Na natureza tudo acontece com poder e silêncio, com um silêncio poderoso; por vezes, o silêncio é confundido com fraqueza, apatia ou indiferença. 

Pensa-se que a pessoa portadora desta virtude está impedida de reclamar seus direitos e deve tolerar com passividade todos os abusos. 

O Sol nasce e se põe em profunda quietude; move gigantescos sistemas planetários, mas penetra suavemente pela vidraça de uma janela sem a quebrar. 

Acredita-se que o silêncio não combina com o poder, pois este tem-se confundido com prepotência e violência. 

Acaricia as pétalas de uma rosa sem a ferir, e beija as faces de uma criança adormecida sem a acordar; aí uma vez vamos encontrar na natureza lições preciosas que nos dizem que o verdadeiro poder anda de mãos dadas com a quietude. 
As estrelas e galáxias descrevem as suas órbitas com estupenda velocidade pelas vias inexploradas do cosmos, mas nunca deram sinal da sua presença pelo mais leve ruído. 
O oxigénio penetra em nossos pulmões, circula discreto pelo nosso corpo, e nem lhe notamos a presença. 
A luz, a vida e o espírito, os maiores poderes do universo, actuam com a suavidade de uma aparente ausência. 
Como nos domínios da natureza, o verdadeiro poder do homem não consiste em actos de violência física, quando um homem conquista o verdadeiro poder, toda a antiga violência acaba em benevolência.

A violência é sinal de fraqueza, a benevolência é indício de poder.
Os grandes mestres sabem ser severos e rigorosos sem renegarem a mais perfeita quietude e benevolência. Deus, que é o supremo poder, age com tamanha quietude que a maioria dos homens nem percebem a Sua acção. 
Essa poderosa força, na qual todos estamos mergulhados, mantém o Universo em movimento, faz pulsar o coração dos pássaros, dos bandidos e dos homens de bem, na mais perfeita leveza. 

Até mesmo a morte, chega de mansinho e, como hábil cirurgiã, rompe os laços que prendem a alma ao corpo, libertando-a do cativeiro físico. 

O verdadeiro poder chega: sem ruído, sem alarde e sem violência. 
Sempre que a palavra poder lhe vier à mente, lembre-se do Sol: nasce e se põe em profunda quietude; move gigantescos sistemas planetários, mas penetra suavemente pela vidraça de uma janela e só sabes pelo calorzinho que ele proporciona.
Acarinha as pétalas de uma flor sem a ferir, beija as faces de uma criança adormecida sem a acordar. 

"Bem aventurados os mansos, porque eles possuirão a Terra". 
"O êxito ou o fracasso de sua vida não depende de quanta força você põe em uma tentativa, mas da persistência no que fizer." 
"Boa Terra em teus pés, Água o bastante em tua semente, bom Vento para o teu sopro, Fogo em teu coração e muito Amor em teu ser.” 

E em respeito a ti eu me calo, me silencio, para que tu possas ouvir o teu interior que te quer falar, desejar-te uma vida vitoriosa . "

autor desconhecido

22 de setembro de 2011

"É tão difícil de te veres a ti mesmo como olhar para trás sem te virares" - Thoreau


Como somos e como nos relacionamos com os outros - 1 Outubro 2011 -14h30


Naikan, a palavra japonesa que significa « olhar para dentro », consiste num método de auto-reflexão estruturado, que nos auxilia a reflectir sobre a vida, a compreender as nossas relações com aqueles que assumem um papel determinante nela e a natureza fundamental da existência humana.




A reflexão Naikan baseia-se em três questões:

O que recebemos nós de certa pessoa? 
O que lhe demos nós?
Que problemas ou dificuldades causámos a essa pessoa?



Naikan é um método de auto-reflexão desenvolvido no Japão por

Yoshimoto Ishin. Sua estrutura usa as nossas relações com os outros como o espelho no qual nos podemos ver. Reflectimos sobre o que temos recebido de outros, o que temos dado, e o que nós temos problemas causados.

Verdadeira auto-reflexão afecta muitos aspectos da nossa vida, a presença de gratidão, o nosso relacionamento com nossos entes queridos, o grau de discernimento, temos cerca de defeitos do outro, a nossa saúde mental, estilo de vida escolhas, decisões de investimento, inclusive a nossa fé em um supremo ser ou força vital.

Um sincero exame de nós não é uma tarefa fácil.
Ele exige a atenção para aquilo que não foi atendido.
Envolve uma forte vontade de enfrentar os nossos erros, falhas e fraquezas.
Obriga-nos a reconhecer nossas transgressões e as acções que tenham causado dificuldade para os outros.

Esta auto-reflexão deixa pouco espaço para culpar os outros ou de nos queixarmos sobre a forma como fomos tratados.

Como ser humanos, nós possuímos o desejo sincero de nos conhecermos e de encontrar um sentido para as nossas vidas. E nós temos a capacidade de fazê-lo.

Podemos ser as únicas criaturas no Universo que reflectimos sobre nós mesmos. Podemos observar os nossos próprios pensamentos e sentimentos, e lembrar as acções e eventos do passado, como se olharmos para um espelho.

Esta capacidade de auto-reflectir detém a chave para a nossa liberdade, enquanto, ao mesmo tempo, residente nas raízes do nosso próprio sofrimento.





Local: Sakura - Porto

Data/Horário : 1 Outubro 2011- 14h30

Custo: 15€



Inscrições/Informações: sakura.centroterapias@gmail.com                       


917433609

15 de setembro de 2011

Eu ainda estou de pé...



Sigo en pie
«Estoy muy lejos de plantear mi felicidad en base a los bienes materiales y sigo siendo capaz de disfrutar lo que tengo sin caer en la desesperanza por obtener aquello de lo que carezco»

Me siento, a estas alturas de la vida, casi igual que cuando era joven. Mis propósitos, afanes, preocupaciones, planes, ilusiones, temores, limitaciones, aspiraciones y aficiones tienen, en lo general, las mismas características que en aquellos tiempos.

Estoy muy lejos de plantear mi felicidad en base a los bienes materiales y sigo siendo capaz de disfrutar lo que tengo sin caer en la desesperanza por obtener aquello de lo que carezco.

Tengo la fortuna de apreciar y dimensionar lo que me rodea y vivo en armonía con lo que soy capaz de generar por medio de mi trabajo diario.

Sigo esforzándome diariamente por ganarme el cariño y respeto de mi familia, amigos y compañeros de trabajo, pues siempre he sabido que los amores se mantienen y crecen a la luz de la devoción y cariño con el que se cuidan y bien les hace regarlos frecuentemente con agua del corazón.

Mantengo vivos mis amores, los pasados y los presentes, porque ellos me dan la energía para seguir caminando.

Conservo los afectos de mis amigos en el reducto interno que para cada uno he ido formando a través de los años y lo cuido como un espacio que a perpetuidad y por derecho a cada uno corresponde.

Guardo un especial agradecimiento a todos aquellos que han aportado con generosidad un pedacito de su alma y su corazón contribuyendo a hacer de mi lo que soy ahora y lo que seré mañana.

Uso como energía pura la confianza que tuvieron y tienen en mi quienes me han ayudado a formarme durante todos estos años; Esas personas que estuvieron conmigo durante mis años niños, mis años jóvenes y mis años adultos, y que, en conjunto me han preparado, espero, para vivir bien mis años viejos que pronto habrán de venir.

Tengo presente a mis antepasados quienes me ofrecieron sus hombros para que mis pies comenzaron su trayecto y cuido que mi par de piernas sean fuertes para que se apoyen en ellas los pasos de quienes de mi nacieron.

Procuro que mis pies se conserven firmes y en contacto con el piso, aunque es frecuente que mi imaginación se de el lujo de volar y de soñar con un armonioso hoy y un mejor mañana.

Cuando en mi existe frío, producto de las lejanías, desavenencias y desencuentros con mis semejantes, llamo a la hoguera de mi corazón para que me fortalezca, y le pido que me de el calor que me permita asumir mis culpas para saber pedir perdón.

Y cuando recibo por cualquier motivo la disculpa ajena, trato de ser de fácil perdón y olvido. Bastante penitencia paga quien asume su culpa como para se cometa el exceso de hacerle el momento más difícil.

Procuro vivir en paz conmigo mismo pues se bien que no se puede ofrecer tranquilidad cuando uno mismo no la tiene para si.

Sé que para volar solamente se requiere dar fuerza a las alas de nuestra imaginación y tomar rumbo hasta donde la nada existe.

Sueño con una vejez acompañada, en donde la mano de ella sea mi guía y donde la mía sea su sostén.

Quiero repetirme en cada acto de quienes buscan una forma digna de vivir y que sus afanes impregnen mi alma para seguir adelante y vivir cada día como manda Dios.

Quiero tener algún día el privilegio de llegar hasta lo más alto, donde el espíritu tiene su fortaleza y nuestra fe su razón de ser.

Este es un documento para compartir, que llegue en su vuelo a donde deba llegar.

Jorge Luis Borges

Gentileza, Marian Benedit