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Sakura Centro de Terapias Para poder realizar a sua Vida, na plenitude das suas capacidades, o Ser Humano tem o direito e o dever de se cuidar e de se preservar. Para tal, os cuidados preventivos, de tratamento e manutenção, com a Saúde, revestem-se de especial atenção. Sakura surge com o intuito de lhe oferecer um vasto leque de opções terapeuticas- bem estar, prevenção e tratamento

17 de outubro de 2011

Sete Sapatos Sujos


(…) Estamos todos nós estreando um combate interno para domesticar os nossos antigos fantasmas. Não podemos entrar na modernidade com o actual fardo de preconceitos. À porta da modernidade precisamos de nos descalçar. Eu contei sete sapatos sujos que necessitamos deixar na soleira da porta dos tempos novos. Haverá muitos. Mas eu tinha que escolher e sete é um número mágico.

Primeiro sapato: A ideia que os culpados são sempre os outros e nós somos sempre vítimas;
Segundo sapato: A ideia de que o sucesso não nasce do trabalho;
Terceiro sapato: O preconceito de quem critica, é um inimigo;
Quarto sapato: A ideia que mudar as palavras muda a realidade;
Quinto sapato: A vergonha de ser pobre e o culto das aparências;
Sexto sapato: A passividade perante a injustiça;
Sétimo sapato: A ideia de que para sermos modernos temos que imitar os outros.

(…) Mas a força de superarmos a nossa condição histórica também reside dentro de nós. (…) É por isso que vale a pena aceitarmos descalçar não só os setes mas todos os sapatos que atrasam a nossa marcha colectiva. Porque a verdade é uma: antes vale andar descalço do que tropeçar com os sapatos dos outros.


Mia Couto

12 de outubro de 2011

És uma Cenoura, um ovo ou café?


Cenoura, Ovo ou Café?

Uma filha se queixou a seu pai sobre sua vida e de como as coisas estavam tão difíceis para ela. Ela já não sabia mais o que fazer e queria desistir.


Estava cansada de lutar e combater. Parecia que assim que um problema estava resolvido um outro surgia.


Seu pai, um "chef", levou-a até a cozinha dele. Encheu três panelas com água e colocou cada uma delas em fogo alto. Logo as panelas começaram a ferver.


Em uma ele colocou cenouras, em outra colocou ovos e, na última pó de café. Deixou que tudo fervesse, sem dizer uma palavra.


A filha deu um suspiro e esperou impacientemente, imaginando o que ele estaria a fazer. Cerca de vinte minutos depois, ele apagou as bocas de gás. Pescou as cenouras e colocou-as numa tigela. Retirou os ovos e colocou-os noutra tigela. Então pegou no café com uma concha e colocou-o numa tigela.


Virando-se para ela, perguntou "Querida, o que vês?"


"Cenouras, ovos e café," respondeu.


Ele trouxe-a para mais perto e pediu-lhe para experimentar as cenouras.


Ela obedeceu e notou que as cenouras estavam macias.


Ele, então, pediu-lhe que pegasse um ovo e o partisse


Ela obedeceu e depois de retirar a casca verificou que o ovo endurecera com a fervura. Finalmente, ele pediu-lhe que tomasse um gole do café.


Ela sorriu ao provar seu aroma delicioso.


Ela perguntou humildemente: "O que isto significa, pai?"


Ele explicou que cada um deles havia enfrentado a mesma adversidade, água fervendo, mas que cada um reagira de maneira diferente.


A cenoura entrara forte, firme e inflexível. Mas depois de ter sido submetida à água a ferver, ela amolecera e se tornara frágil.


Os ovos eram frágeis. Sua casca fina havia protegido o líquido interior. Mas depois de terem sido colocados na água a ferver, seu interior se tornou mais rigido.


O pó de café, contudo, era incomparável. Depois que fora colocado na água a ferver, ele havia mudado a água.


"Qual deles és tu?" perguntou a sua filha. "Quando a adversidade bate na tua porta, como respondes? És uma cenoura, um ovo ou um pó de café?"


E tu?


És como a cenoura que parece forte, mas com a dor e a adversidade murchas e te tornas frágil e perdes a tua força?


Será que és como o ovo, que começa com um coração maleável? Tens um espírito maleável, mas depois de alguma morte, uma falência, um divórcio ou uma demissão, tu te tornaste mais difícil e dura? Tua casca parece a mesma, mas estás mais amarga e obstinada, com o coração e o espírito inflexíveis?


Ou será que és como o pó de café? Ele muda a água fervente, a coisa que está trazendo a dor, para conseguir o máximo de seu sabor, a 100 graus centígrados. Quanto mais quente estiver a água, mais gostoso se torna o café. Se és como o pó de café, quando as coisas se tornam piores, tu te tornas melhor e faz com que as coisas em torno de ti também se tornem melhores.


Como lidas com a adversidade?


És uma cenoura, um ovo ou café?

Autor desconhecido ou ignorado



11 de outubro de 2011

“Cada minuto que passa é uma chance de mudar tudo para sempre.”


Um escritor tinha o hábito de caminhar na praia todas as manhãs para refrescar as idéias e procurar inspiração para escrever à tarde.
Numa certa manhã, durante o seu passeio matinal pela praia, ele viu ao longe um jovem arremessando algo no mar. Aquilo despertou a curiosidade do escritor que resolveu ver de perto do que se tratava. Ao chegar próximo do jovem, o escritor perguntou:
- O que está a fazer?
O jovem respondeu: 
- Existem estrelas-do-mar que estão desidratadas devido ao forte calor. Como a maré está baixa, estou a atirá-las de volta ao mar para que não morram.
O escritor, com ar de desdém, disse ao jovem:
Não sei se percebeu, mas existem centenas de milhares de estrelas-do-mar espalhadas na areia desta praia que tem centenas de quilómetros de extensão. Se atirar uma ou outra estrela-do-mar de volta ao oceano, isso não vai fazer qualquer diferença no total.
Sem se perturbar, o jovem pegou uma estrela-do-mar e atirou ao mar. Olhou para o escritor e disse:
- Para esta eu fiz a diferença!
O escritor voltou para casa e naquela tarde não conseguiu escrever nada. À noite não conseguiu dormir. Na manhã seguinte estava junto ao jovem a atirar estrelas-do-mar de volta ao oceano…- Autor anónimo


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Torna-te um lago...



O velho Mestre pediu a um jovem triste que colocasse uma mão cheia de sal em um copo de água e bebesse.
– Qual é o gosto? – perguntou o Mestre.
– Mau – disse o aprendiz.
O Mestre sorriu e pediu ao jovem que pegasse outra mão cheia de sal e levasse a um lago.
Os dois caminharam em silêncio e o jovem atirou o sal no lago, então o velho disse:
– Beba um pouco dessa água.
Enquanto a água escorria do queixo do jovem, o Mestre perguntou:
– Qual é o gosto?
– Bom! – disse o rapaz.
– Sentes o gosto do sal? – Perguntou o Mestre.
– Não – disse o jovem.
O Mestre então sentou ao lado do jovem, pegou na sua mão e disse:
– A dor na vida de uma pessoa é inevitável. Mas o sabor da dor depende de onde a colocamos. Então, quando tu sofreres, a única coisa que deves fazer é aumentar a percepção das coisas boas que tens na vida.
Deixa de ser um copo. Torna-te  num lago.